A injustiça da Justiça

Uma vez li um estudo de caso que indicava uma exacerbação das penas impostas pelos juízes a depender da posição social do réu.

Na media, as causas de aumento da pena, os fatores de agravamento da punicao e as circunstancias qualificadoras do crime se conjugavam de forma a intensificar a dosimetria da pena quando o julgamento era de um negro e não de um branco.

Os 23 anos de prisão em um regime fechado para um réu com 71 anos de idade como Jose Dirceu significam uma perversa combinação de prisão perpetua com pena de morte na prisão.

O Judiciário age em relação aos petistas da mesma forma e com o mesmo rigor com que condena negros e pobres, provavelmente por causa do mesmo distanciamento e da mesma falta de identificação social entre a formação político-social do julgador e origem do acusado.

Ou que outro motivo existiria para punir um líder politico com uma pena superior a um assassino como o ex-goleiro Bruno do Flamengo?

Trafico de influencia seria uma conduta cuja reprovabilidade social supera a de um assassinato com requintes de crueldade e autoriza uma cominação desproporcionalmente injusta?

Não creio.

Mais fácil admitirmos que estamos nos apresentando ao um tempo em que veremos as cadeias do seculo XXI cada vez mais cheias não só com aqueles famoso três “Ps” e sim quatro: Pretos, pobres, prostitutas e petistas.

Rigor penal devidamente embalado por um quinto P: o do preconceito.

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