Calculadora do Cidadão ganha novas funções e visual mais intuitivo

A Calculadora do Cidadão está com nova identidade visual e ganhou novas funcionalidades, que aumentam a usabilidade e permitem maior interação entre os usuários. Para o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, Isaac Sidney Ferreira, que lança a nova versão da calculadora em evento nesta sexta-feira (16), em São Paulo, o aperfeiçoamento da ferramenta é resultado do diálogo constante entre o BC e a sociedade. “O nosso objetivo é facilitar a vida do cidadão consumidor de serviços financeiros, promover a educação financeira, e usar essa ferramenta também para conhecer melhor os hábitos dos usuários, para que o BC possa reverter esse conhecimento em ações que impactem de forma positiva a sociedade”.

Uma das novidades é a simplificação do cálculo dos rendimentos de aplicações em Certificados de Depósito Interbancário (CDI). Conforme explica  Marcelo Aragão, do Departamento de Tecnologia da Informação do BC, “antes, para estimar correção de valores pelo CDI, o cálculo considerando desconto sobre a taxa precisava ser feito a parte, fora da calculadora. Agora, na nova versão, quando o usuário escolhe a opção ‘Aplicação em CDI’ o aplicativo oferece automaticamente a possibilidade de incluir a percentagem, o que torna a ferramenta muito mais prática”, explica.

A inclusão da funcionalidade que permite projetar mais rapidamente o retorno de investimentos em CDI foi uma sugestão do Departamento de Política Econômica do BC, mas grande parte das mudanças implementadas na nova versão da Calculadora do Cidadão foram sugeridas por usuários da ferramenta, por meio do sistema de Registro de Demandas do Cidadão (RDR) e pela internet. São exemplos disso o novo visual do aplicativo, mais ágil e intuitivo, e a possibilidade de compartilhar as transações realizadas por meio de redes sociais – tais como Facebook, Snapchat e Whatsapp. Leandro Bastos, do Departamento de Educação Financeira, explica que o desenvolvimento das novidades foi feito com base nos princípios de design de serviços, focados nas reais necessidades dos usuários e na eficiência da organização. Ouça rádio release sobre a nova versão do aplicativo.

Perfil do usuário
A chefe do Departamento de Educação Financeira, Elvira Cruvinel, ressalta que conhecer melhor os hábitos dos usuários é um dos objetivos da nova versão da Calculadora do Cidadão. “A ferramenta existe desde 1999 na página do Banco Central e, desde 2012, como app para celulares e tablets. Mas nós não conhecemos direito esse público. Não sabemos quais são as funcionalidades mais usadas, por exemplo.”

Essa realidade vai mudar com a nova versão da Calculadora do Cidadão, que vai registrar dados sobre as funcionalidades mais acessadas, a localização geográfica, a idade e o sexo dos usuários, além de incluir uma pesquisa de satisfação, para que o usuário possa registrar queixas e sugestões diretamente no aplicativo, sem precisar acessar os canais de atendimento do público do BC. “Nós não vamos gravar dados sigilosos, nem sobre os cálculos realizados, mas cada vez que uma função for ativada esse acesso será registrado”, explica Marcelo Aragão.

Para quem já possui o aplicativo, a atualização para a nova versão será feita automaticamente. Já novos usuários podem adquirir gratuitamente a Calculadora do Cidadão – que possui versões para aparelhos com sistema operacional iOS, Android e Windows Mobile. O Deinf já registrou mais de 430 mil downloads do aplicativo, que possui também uma versão online.

Mais prática
Há ainda uma grande mudança na nova versão do aplicativo que não será percebida pelos usuários. Antes, os desenvolvedores do Departamento de Tecnologia da Informação do BC trabalhavam em três plataformas distintas, uma para iOS, outra para dispositivos Android e ainda uma terceira para Windows Mobile. “Na prática, nós elaborávamos três aplicativos diferentes, um para cada sistema operacional”, explica Marcos Machado, doDepartamento de Tecnologia da Informação do BC.

A nova versão da Calculadora já foi feita de forma unificada, isto é, há apenas um código, que funciona para os três sistemas operacionais utilizados no país. “Essa é uma mudança que o usuário não vai perceber, mas que se traduz em maior agilidade caso tenhamos que corrigir alguma falha ou implementar novas funcionalidades. Caso tenha que mudar algo, faremos apenas uma vez e será possível usar nas três plataformas. Nosso custo de desenvolvimento caiu”, finaliza Marcos.

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