Contrato da Arena PE foi assinado apostando no cenário mais improvável do estudo de viabilidade

Arena PEAs metas estabelecidas para que a Arena Pernambuco seja um empreendimento lucrativo previam a realização de no mínimo 56 partidas por ano, com público médio de 23 mil pagantes por jogo.

Uma média maior que a do Brasileiro da Série A de 2014, que foi de R$ 16.5 mil pagantes. Apenas Cruzeiro, Corinthians, São Paulo e Flamengo conseguiram média de público superiores a 23 mil pagantes por jogo na competição.

Os dados são resultados de um estudo de viabilidade encomendado pelo Governo do Estado ao consórcio ISG/Odebrecht e foram divulgados pelo deputado estadual Edilson Silva (PSol), durante coletiva concedida nesta quarta (06).

Os jogos foram divididos entre “Grande” (com cinco partidas por ano), “Médio” (46) e “Pequeno”(cinco), num total de 56 jogos. Ainda de acordo com o estudo de viabilidade, nos cinco jogos “Grande” o publico médio projetado era de 42.677 pagantes; nos “Medio”, de 22.747 pagantes; e nos “Pequeno”, de 9.684 pagantes.

Multiplicado o número de jogos ( cnco “Grande”, 46 “Medio”, etc) pelos públicos esperados em cada um deles, dividindo-se pela quantidade de partidas (56), chega-se num média aritmética ao público médio de 23.360 pagantes.

Segundo Edilson Silva, essa projeção por si só era “fantasiosa”, o que já seria motivo para se interpelar a assinatura do contrato. E seguir com o empreendimento sem a participação dos três clubes da capital foi um erro mais grave ainda. O deputado prometeu abrir uma investigação no Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, além de entrar na Justiça para cessar o fluxo de dinheiro público do Governo para o consórcio que administra a Arena.

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CENÁRIOS

O estudo ainda desenhou 8 “cenários” com a participação dos clubes da capital – Náutico, Santa Cruz e Sport – mas apenas o primeiro deles (com os três times em ação), garantia que a Arena fosse viável financeiramente, prevendo um faturamento anual de cerca de R$ 86 milhões.

Segundo o deputado, ao ignorar os resultados do estudo encomendado pelo próprio Governo, houve negligência por parte do poder público ao seguir com a licitação e construção da Arena assim mesmo.

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