Desemprego: PSDB acredita que o Brasil só foi descoberto em 2003

O Instituto Teotônio Vilela, think-tank do PSDB, divulgou na sua carta semanal a informação de que Lula recebeu as contas em ordem ao assumir o poder e que deixou de presente para a população brasileira um desemprego altissimo, com mais de 12 milhões de pessoas sem emprego.

Deixando de lado a discussão sobre a herança de FHC, é perceptível o esforço de construção de uma narrativa que procure colar no PT a fama de péssimo gestor na economia, o que a história teima em mostrar que não é bem assim.

Quando FHC passou o bastão para Lula, a população brasileira era de R$ 179,4 milhoes de pessoas segundo o IBGE.

Ainda segundo o instituto, a taxa de desemprego girava em torno de 12,6% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Numa conta simples, mais de 22 milhoes de pessoas estavam sem emprego no dia que decidiram deixar FHC com tempo livre pra cuidar de sua amante Mônica Dutra e seu filho não assumido (à época), Thomas.

Em termos absolutos, e comparando com a carnificina econômica do fim do governno Dilma, o tucanato relegou ao lulopetismo um desemprego dez milhões de  vezes maior. Se consideramos que para cada chefe de familia existem em media 3 dependentes, as contas em ordem do tucanato ultrapassaram o legado lulo-dilimista em mais de 40 milhões de pessoas sem um horizonte decente.

É evidente que não importa o numero de desempregados, este é estarrecedor sob qualquer prisma a qualquer tempo e sempre se mostrará uma realidade tão sensivel do ponto-de-vista pessoal que nunca deve ser subestimado ou relativizado, mas como não apontar que paira no ar uma indignação seletiva, um falso incômodo num determinado segmento politico, social e midiatico que, ao passo em que escandaliza uma realidade, tambem esconde o estrago que sua politica economica também causou na  vida dos brasileiros (e que voltou com ares revanchistas no governo Temer), resultados estes facilmente mensurados e comparados?

 

O Enganador de Serpentes

Carta de Formulação e Mobilização Política * Sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Lula tem muitas convicções sobre o que fez e representa para o país; o povo brasileiro, contudo, tem provas de sobra de que as coisas são bastante diferentes do que ele diz

Luiz Inácio Lula da Silva teve na quinta-feira oportunidade de defender-se das graves acusações que o Ministério Público lhe fez, provando que ele foi o astro-rei do esquema criminoso que vigorou no país nos últimos anos. Não o fez. O petista optou pela via de sempre: pregar para seus convertidos. Contra a dura realidade, Lula não tem o que dizer.

Foi mais de uma hora com o rame-rame de sempre. Lula, a vítima das perseguições. Lula, o injustiçado. Lula, o odiado pelas elites. Lula, o maior líder da história brasileira. Lula, o redentor dos pobres. Lula, o honesto inimputável. Lula, o vencedor. Só os petistas têm convicção disso. Deste enredo, o país, com provas e razões a rodo, já se cansou.

Sem argumentos para contrapor-se à denúncia apresentada na véspera em Curitiba, o ex-presidente enveredou pelo caminho por onde ainda sabe trilhar. Abusou da retórica. Exagerou na demagogia. Exercitou seu poder manipulador e o mais barato sentimentalismo. E destinou sua “fala de indignação”, como ele classificou sua pregação, ao objetivo de manter unida sua tropa – melhor seria dizer sua seita.

Lula tomou do caudal da internet o mote de seu discurso: os procuradores federais não teriam provas contra ele, apenas convicções. Vale dizer o contrário: Lula tem muitas convicções sobre o que fez e representa para o país; o povo brasileiro, contudo, tem provas de sobra de que as coisas são bastante diferentes do que o petista sustenta.

Lula tem convicção de que seu governo foi o melhor da história. Os brasileiros têm prova de que foi apenas um período breve em que o Brasil – cujas contas públicas o petista recebeu em ordem de Fernando Henrique Cardoso – surfou no vento de cauda do boom econômico mundial, mas cresceu menos que poderia e, cessado o impulso, retrocedeu a um buraco nunca antes visto na história do país.

Lula tem convicção de que levou o “povo da periferia”, para usar mais uma expressão maniqueísta dele, para o paraíso do consumo, do bem-estar e do pleno emprego. Os brasileiros têm prova de que 12 milhões de pessoas estão sem emprego no país, milhões de famílias descenderam socialmente nos últimos anos e nem para a comida o dinheiro agora dá.

Lula tem convicção de que governou contra os ricos, promoveu a maior ascensão social da história, reparou injustiças seculares. O país ainda convive com as provas de que a concentração de renda se mantém tão alta quanto sempre foi, de que os que supostamente perderiam com um governo do PT foram os que mais ganharam e de que a coalizão montada por Lula para governar tinha nos grandes empresários seus maiores alicerces.

Lula, o pobre retirante, agora vive em cima de patrimônio que pouquíssimos brasileiros são capazes de amealhar com o trabalho. Isso ele jamais conseguirá provar que foi obtido de maneira lícita. O Brasil tem convicção de que o ex-presidente é o chefe-mor da roubalheira dos últimos anos e o centro de uma organização criminosa. Só quem ainda prefere não ver isso são seus seguidores, docemente enganados pelo sibilar da jararaca.

Compartilhe nossa pagina

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *