Expresso Cidadão PE revela a lerdeza de um governo que não tem pressa pra ser eficiente

Acesso o site do Expresso Cidadão PE com o intuito de agendar a retirada da segunda via da identidade de minha funcionária.

Zero vagas disponiveis em Agosto.

Zero vagas disponiveis em Setembro.

Sem ter ideia de como fazer para solicitar a prestação de um serviço público que não se mostra disponivel para o cidadão, ligo para a Ouvidoria da Secretaria de Administração (SAD) do Governo de Pernambuco e questiono:

“Como faço pra agendar e conseguir a prestação de um serviço público se o órgão responsável por este serviço não quer se mostrar disposto a me atender?”

A resposta foi mais assustadora que a própria precariedade do atendimento prestado por um Governo cuja gestão grita aos quatro cantos ser uma das mais modernas e eficientes do país:

“O Sr precisa acessar o site EXATAMENTE E SOMENTE à meia-noite de cada dia para ver quais são as datas disponíveis”

Surpreso com a ingrata (e inacreditável) missão de ter que ficar de prontidão em frente a um site durante a madrugada em pleno século XXI, questionei por quanto tempo esta ‘janela de oportunidades’ fica aberta, em outras palavras, se devo segurar o sono até o inicio da madrugada ou se tenho a oportunidade de levantar de madrugada para catar meu lugar na fila.

A resposta revela a inaceitável dimensão do gargalo administrativo de um governo cujo cidadão que o sustenta só quer deste monumento à ineficiência um minimo de direito, provar a sua identidade pessoal:

“Sr, acesse a meia-noite em ponto e garanta o mais rápido possivel sua data porque acaba logo”.

Esta brilhante e engenhosa solução gestada em algum gabinete tecnicamente muito mal preparado revela a saida fácil de uma solução que resolve o problema do gestor – o fim das filas, tumultos e cobertura da imprensa diante do caos de uma repartição que não consegue processar o seu volume de demandas esperado para o mes/ano – mas que não demonstra um mínimo de preocupação com a falta de respeito de quem sabe estar sendo feito de otário, seja na fila da repartição, seja na nuvem do agendamento eletrônico.

Enquanto nossos governantes priorizarem o zelo de suas imagens em detrimento da resolução definitiva dos precários serviços públicos (não) postos à disposição da população, nos perguntamos quanto tempo levara para que os sistemas  finalmente substituam por completo as farsas humanas que se apresentam como opção a cada quatro anos para o eleitor.

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