Mais de 400 mil pessoas ficam sem ocupação entre abril e junho

Indicador / Período Mai – Jun – Jul
de 2016
Fev – Mar – Abr
de 2016
Mai – Jun – Jul
de 2015
Taxa de desocupação
11,6%
11,2%
8,6%
Rendimento real habitual
R$ 1.985
R$$ 1.997
R$ 2.048
Valor do rendimento em relação a:
-0,6% (estável)
-3,0%

A taxa de desocupação foi estimada 11,6% no trimestre móvel encerrado em julho de 2016, ficando 0,4 ponto percentual (p.p.) acima da observada no trimestre móvel que vai de fevereiro a abril (11,2%). Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa foi estimada em 8,6%, o quadro também foi de elevação (3,0 pontos percentuais).

A população desocupada (11,8 milhões de pessoas) cresceu 3,8% na comparação com o trimestre fevereiro-abril (11,4 milhões), um acréscimo de 436 mil pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 37,4%, significando um aumento de 3,2 milhões de pessoas.

Já a população ocupada (90,5 milhões) ficou estável quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril de 2016 (apesar de ter havido um decréscimo de 146 mil pessoas, esta queda não foi estatisticamente significativa). Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando o total de ocupados era de 92,2 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 1,8%, significando, aproximadamente, menos 1,7 milhão de pessoas no contingente de ocupados.

O número de empregados com carteira assinada (34,3 milhões) não apresentou variação estatisticamente significativa em comparação com trimestre de fevereiro a abril de 2016. Contudo, frente ao trimestre de maio a julho de 2015, houve queda de 3,9%, uma perda de 1,4 milhão de pessoas com carteira assinada.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.985) registrou estabilidade frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016 (R$ 1.997) e declínio de 3,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.048).

A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos (R$ 175,3 bilhões) não mostrou variação significativa em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, e recuo de 4,0% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

A publicação completa da PNAD Contínua pode ser acessada aqui.

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em julho de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em maio/2016, junho/2016 e julho/2016. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em junho e julho, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis. Mais informações sobre a metodologia da pesquisa estão disponíveis aqui.

Taxa de Desocupação

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016
nov-dez-jan
7,2
6,4
6,8
9,5
dez-jan-fev
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
9,0
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

No trimestre de maio a julho de 2016, havia aproximadamente de 11,8 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente representou aumento de 3,8% (436 mil pessoas) frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, quando a desocupação foi estimada em 11,4 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 37,4%, um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

O contingente de ocupados foi estimado em aproximadamente 90,5 milhões no trimestre de maio a julho de 2016. Essa estimativa ficou estável quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril de 2016 (apesar de ter havido um decréscimo de 146 mil pessoas, esta queda não foi estatisticamente significativa). Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando o total de ocupados era de 92,2 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 1,8%, menos 1,7 milhão de pessoas no contingente de ocupados.

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 34,3 milhões de pessoas, não apresentou variação estatisticamente significativa em comparação com trimestre de fevereiro a abril de 2016. Contudo, frente ao trimestre de maio a julho de 2015 registrou queda de 3,9%, o que representou a perda de cerca de 1,4 milhão de pessoas com carteira assinada.

A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,2 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016 e, frente ao mesmo período do ano anterior, também se manteve estável.

O número de trabalhadores domésticos (6,2 milhões) apresentou-se estável, tanto em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, quanto frente ao mesmo período do ano anterior, maio a julho de 2015.

O contingente de empregados no setor público (11,2 milhões) teve crescimento de 1,4%, mais 160 mil pessoas em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016. Frente ao mesmo período do ano anterior, não registrou variação estatisticamente significativa.

O número de empregadores (3,8 milhões) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016 e redução de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, menos 184 mil pessoas.

A categoria das pessoas que trabalhavam por conta própria (22,6 milhões) caiu 1,5% em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016 (342 mil pessoas). Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2015 constatou-se aumento de 2,4%, um acréscimo de 527 mil pessoas nessa condição.

Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve estabilidade em todos os grupamentos.

Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2015, foi observada redução nos grupamentos indústria geral, 10,6% (-1,4 milhão de pessoas) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, 9,8% (-1,1 milhão pessoas). E verificou-se aumento nos grupamentos de transporte, armazenagem e correio, 4,8% (205 mil pessoas); serviços domésticos, 3,5% (212 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 2,7% (408 mil pessoas). Os demais grupamentos não se alteraram.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 1.985, registrando estabilidade frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016 (R$ 1.997) e declínio de 3,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.048).

Rendimento Médio Real de Todos os Trabalhadores

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016
nov-dez-jan
1.976
2.032
2.075
2.011
dez-jan-fev
1.987
2.053
2.075
1.994
jan-fev-mar
1.956
1.999
2.075
2.076
2.009
fev-mar-abr
1.970
2.005
2.073
2.066
1.997
mar-abr-mai
1.958
2.014
2.067
2.060
2.004
abr-mai-jun
1.959
2.032
2.036
2.065
1.979
mai-jun-jul
1.975
2.044
2.008
2.048
1.985
jun-jul-ago
1.978
2.052
2.017
2.037
jul-ago-set
1.977
2.051
2.040
2.040
10°
ago-set-out
1.972
2.058
2.055
2.031
11°
set-out-nov
1.970
2.050

2.048
2.015
12°
out-nov-dez
1.969
2.037
2.059
2.004
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve queda do rendimento médio para os empregados no setor privado com carteira assinada (-2,1%) e para os trabalhadores domésticos (-1,7%), enquanto que, para os empregados no setor privado sem carteira assinada, houve expansão de 5,1%. Nas demais formas de posição na ocupação não houve variação estatisticamente significativa do rendimento médio do trabalho. Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2015, os ocupados como empregado no setor privado com carteira assinada (-3,3%), empregador (-9,4%) e conta própria (-3,5%) tiveram queda no rendimento médio real habitual. Os empregados no setor privado sem carteira assinada e os empregados no setor público apresentaram acréscimos em seus rendimentos (6,1% e 3,5%, respectivamente). As demais categorias apresentaram-se estáveis.

Na comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2016, somente os grupamentos do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-2,0%) e dos serviços domésticos (-1,7%) apresentaram queda do rendimento médio. Os demais grupamentos permaneceram estáveis. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, os grupamentos que apresentaram quedas em seus rendimentos médios foram outros serviços (-6,0%) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-5,0%). Os demais não registraram variação significativa.

A massa de rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 175,3 bilhões de reais, não apresentando variação significativa em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, e recuo de 4,0% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

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