ManguePIG deixa a vergonha de lado e cai em campo pela vitória do PSB

2016-09-29-1A torcida do Jornal do Commercio para que Geraldo Julio vença as eleições é de uma falta de bom senso indecorosa.

Na ânsia de garantir a vitória do parceiro de ISS, o jornal partiu pra estimular o chamado voto útil, buscando fazer com que o cidadão adira ao candidato-lider e evite uma perda de tempo, jogando seu voto fora.

Talvez o dono do manguePIG recifense, o empresário João Carlos Paes Mendonça, ache que o seu jornal tem um importante papel social neste momento, que é advertir o eleitor de que de nada adianta o seu esforço pessoal em sair de casa domingo para votar em João Paulo (PT) ou Daniel Coelho (PSDB), ja que a vitoria do candidato do PSB é questão de dias ou horas.

Eleição virou campeonato de futebol?

Quer dizer então que tem que deixar de votar naquele que é melhor e mais preparado e garantir a eficácia do seu voto?

A troco de que? De evitar a zoação dos colegas na segunda?

A edição de hoje do JC, então, tá um primor de bajulação.

Supondo que a pesquisa do Instituto de Pesquisas Mauricio de Nassau (IPMN) esteja certa e que Geraldo Julio (PSB) continua ganhando terreno nos votos úteis, era esperado que estivesse roubando votos dos principais concorrentes, mas não é o que dizem os numeros.

Com João Paulo estável, garantindo um inexpugnável núcleo duro de votos ao redor dos 30%, e Daniel Coelho subindo de forma consistente, não seria a queda insignificante de Priscila Krause que justificaria a subida sem sentido do candidato do PSB.

E de onde vem a mágica do voo de águia da pombinha vermelha nessa altura do campeonato, ops, da eleição?

Segundo o IPMN/JC, a arrancada de Geraldo Julio se deu graças aos votos roubados em cima não de um nem de dois e sim de tres candidatos que aparecem com 0%.

2016-09-29

Zero porcento.

Zero votos.

Tres candidatos e nenhum misero eleitor.

Isso mesmo.

O JC/IPMN foi buscar o ‘provável sucesso’ do filhote de Eduardo Campos no estatisticamente improvável sumiço dos votos de tres nanicos.

Com tamanha forçação de barras, é bem provável que as urnas ‘surpreendam’ mais uma vez e destruam a logica fria dos numeros apresentados pelo jornal.

Já dizia um velho ditado “Os números não mentem, mas os mentirosos fabricam números.”

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