Marina condena uso da maquina publica a favor de Dilma. E a favor de Paulo Camara, pode?

comissionadoMarina Silva se diz ‘preocupada’ com o uso dos Correios pelo Governo Federal para fazer campanha pra Dilma e condena veemente a mistura do publico e privado.

Supondo que tivesse havido mesmo uso da máquina e supondo ainda que a lider da Republica da Floresta estivesse certa quanto a uma condenavel mistura do publico e privado por parte da campanha de Dilma, não seria o caso da candidata verde tomar conta do seu quintal antes de sair atirando pedra na vidraça do vizinho?

Sim, porque é se pra falar em confusão entre público e privado, o estarrecimento de Marina deveria se extensível ao péssimo exemplo que seu antigo companheiro de chapa Eduardo Campos dá ao empregar dezenas de parentes seus e de sua esposa no Governo de Pernambuco às custas do erário público

(http://www.viomundo.com.br/denuncias/eduardo-campos-tem-parentes-no-governo-secretario-nega-nepotismo.html )

“Ah, isso é noticia velha e já foi devidamente explicado.” diriam os asseclas mais fiéis da moral duduladora.

Então, refresquemos a contraditória memoria seletiva da turma que segue a fadinha da floresta com um exemplo recente de uso da maquina publica em prol de um candidato.

A excrescência foi cometida no mês passado no berço da Nova Politica, o Governo de Pernambuco, em prol do mais novo poste da politica brasileira, o candidato imposto por Eduardo Campos, Paulo Camara:

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/pernambuco/noticia/2014/09/20/comissionados-convocados-para-a-campanha-estadual-146730.php

ELEIÇÃO

Comissionados convocados para a campanha estadual

Funcionários de pastas da Prefeitura do Recife e do governo do Estado são “convidados” a irem para as ruas para pedir votos para o PSB

Publicado em 20/09/2014, às 08h30

Comissionados da Secretaria de Meio Ambiente do Recife e da Secretaria Estadual da Criança e Juventude estão sendo convocados a fazer expediente extra na campanha a governador de Paulo Câmara (PSB). O chamado acontece no local de trabalho e é feito por representantes de secretários, que ocupam cargos de chefia. A militância que sai dos prédios públicos tem a tarefa de distribuir panfletos, vestir os pirulitos e balançar bandeiras. Nessa reta final, o corpo a corpo está sendo reforçado. Na hora do almoço ou logo após largarem, os convocados passam, ao menos, uma hora em pontos de grande fluxo no Recife. Prática também beneficiou o adversário Armando Monteiro (PTB), no Cabo de Santo Agostinho, onde o prefeito Vado da Farmácia apoia o petebista (veja ao lado).

No Meio Ambiente, com sede na Encruzilhada, comandada por Cida Pedrosa (PCdoB), a convocação foi feita por assessores, que ocupam cargos de chefia. Em uma das reuniões, uma assessora, que integra a equipe de arte educação, fez uma checagem de quem confirmou presença para o ato do dia seguinte. Em áudio obtido pelo Jornal do Commercio ela pergunta quem vai fazer a panfletagem no Mercado da Encruzilhada, combinando ponto de encontro e hora. O “convite” foi extensivo a todos os comissionados e também terceirizados.

Uma vez no local, fotos são registradas e divulgadas nas redes sociais como “prova” do engajamento. Um dos convocados se disse constrangido. Contou que, no início, a solicitação não era tão frequente como agora, feita diariamente e, inclusive, aos sábados. Não existe ameaça direta, frisa, mas o risco de que haja alguma retaliação caso não compareça fica “implícito”. Os pontos de panfletagem acontecem no Largo da Encruzilhada, cruzamento da avenida Norte com a João de Barros e também na frente da Contax, no Centro. Quem faz a campanha de rua na hora do almoço ganha o bônus de ter o horário de saída “flexibilizado”, relata o comissionado.

Todos os dias, a partir das 18h, no cruzamento da Rua Amélia com a Av. Rosa e Silva, percebe-se um grupo de pessoas de várias idades, vestidas com o amarelo do PSB. No local, o JC comprovou que são ocupantes de cargos comissionados da Secretaria da Criança e da Juventude. Um deles, em reserva, contou que o clima é de “constrangimento” e o controle de quem vai é tácito. É o próprio secretário executivo, Albézio Farias, que faz um vídeo da “militância” de comissionados trabalhando. Outro recurso são as fotografia. As convocações expressas vêm dos gabinetes dos secretários diretamente para as gerências. As gerentes cujas equipes não estão participando ativamente são chamadas à atenção. Essa prática não é exclusiva desses dois órgãos.

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