Nada mais conservador do que a oposição no poder…

Durante o segundo reinado no Brasil, a guerra politica entre os partidos Conservador e Liberal eram tão ou mais intensas que o atual pega-pra-cá das eleições presidenciais de 2018, entretanto, já nos idos de 1840 não eram raras as quebras de expectativa do eleitorado: a cada vitória de um lado ou de outro, o eleitor se surpreendia com um novo governo adotando ações e comportamentos muito parecidos com a experiência derrotada nas urnas.

É que os dois partidos representavam a mesma classe dominante, defendiam a monarquia e a manutenção da mão-de-obra- escrava e não apresentavam divergências ideológicas, justificando uma frase muito comum na época: 


“Nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder, e nada mais parecido com um liberal do que um conservador no poder”

Fonte: https://www.mundovestibular.com.br/articles/4430/1/O-SEGUNDO-REINADO/Paacutegina1.html

O candidato a governador Romeu Zema (Novo), favorito para vencer a eleição pra governador em Minas Gerais se vendeu como um candidato comprometido com uma mudança profunda na maneira como irá tocar a máquina pública.

Zema prometia um discurso muito amplo de privatizações e concessões, mas desde que a perspectiva de poder passou a ser real, o candidato liberal mudou o discurso e já não pretende privatizar as estatais caso seja eleito no próximo dia 28 – conforme prevê o seu programa de governo, registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Antes mesmo de assumir, um candidato comprometido com uma estratégia disruptiva e que romperia com o status quo do atual modo de governar, dá meia-volta no discurso, assume uma postura mais conservadora e anuncia que se ganhar não será possivel fazer como prometeu durante as eleições.

Não vai ser a primeira vez que o eleitor cai no conto do marketing eleitoral e se decepciona com aquilo que esperava de seu candidato, o que deveria ser, e acabou sendo ao chegar lá. 

Isso me faz lembrar outra célebre frase..


“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.Karl Marx MARX, K., Dezoito Brumário de Louis Bonaparte, 1852.

Leia mais no link https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/10/16/interna_politica,997674/zema-recua-e-diz-que-nao-pretende-privatizar-estatais.shtml

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