Para Cesar Maia, Serra trabalha seu nome para o Palácio do Planalto…sem o PSDB.

Do Ex-Blog de César Maia

Os que imaginaram que a futura candidatura a presidente do PSDB estaria entre o senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin se enganaram redondamente.

É verdade que Aécio calibra sua retórica desde o palanque da oposição. É verdade que Alckmin veste com perfeição a farda de um presidente conciliador.

Mas, em Brasília, nos corredores e gabinetes do Senado e da Câmara quem se movimenta é Serra. Tornou-se um interlocutor de confiança do presidente do Senado. Nunca, em toda a sua longa carreira parlamentar, sua produção legislativa foi tão política e tão diversificada.

Seu alcance atinge o interesse de governadores e prefeitos. E seu foco varia e procura responder tanto às aflições políticas quanto econômicas da conjuntura.

Os ruídos dos bastidores garantem que Serra não está preocupado em costurar a convenção do PSDB de julho de 2018. O que estaria atraindo a sua atenção são os detalhes do processo que levou Itamar ao poder.

E não exatamente seu impeachment, cuja dinâmica de hoje ele prefere deixar por conta da Câmara de Deputados. O que interessaria muito a ele é a dinâmica pós-afastamento ou auto-afastamento de Dilma.

Itamar Franco organizou um governo de união nacional, incluindo o PT. Esse recuou e Erundina rompeu com o PT. Erro fatal do PT. A crise hiperinflacionária levou a uma solução política para o ministério da fazenda. Exatamente FHC que, com o plano real, derrotaria Lula.

Os ruídos dos bastidores garantem que Serra acredita que numa crise como a atual só um estadista -político e econômico- poderia geri-la. E o único nome confiável para o PMDB seria o dele, seja por ter liderado uma coligação com Camata, vice em 2002, como pela proximidade com Renan e Temer e por criar a expectativa de que com o novo prazo de filiação de seis meses, Serra poderia ser candidato pelo PMDB.

E Serra sonha em ser o FHC de 2018. E não tem pressa para definição política, já que se ele liderar a reversão da crise, isso teria um impacto ainda maior que o Plano Real e sua candidatura e vitória seriam compulsórias. Não precisará de convenção partidária.

É um jogo de ganha-ganha ou perde-perde que não requer ansiedade.   Inclusive porque seu mandato de Senador vai até 2022, quando Serra terá 80 anos. Só sua saúde e preparo físico o preocupam. Nada mais.

 

Compartilhe nossa pagina

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *