Pernambucano vai contratar consultoria para saber quanto custa sua Arena…Agora?

Após se assustar com as primeiras faturas da  Arena Pernambuco ( o gasto médio anual supera os R$ 85 milhões), o Governo de Pernambuco jogou a toalha e admitiu que do jeito que está, não tem como sustentar o Estádio construído para a Copa do Mundo. Detalhe: o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) vai até 2043.

Hoje foi anunciada a criação de um grupo de trabalho que terá o objetivo de (acredite se quiser!):  

1. Estimar o custo fixo (que pessoa, fisica ou juridica, banca a construção de imóvel sem saber quanto vai custar sua manutenção?)

2. Estimar o custo variável (Se uma despesa incerta e imprevisivel tem o poder de aumentar o valor da fatura mensal, seria esperado que o empreendedor dono da obra tivesse tido o máximo de cuidado na previsão da variável)

3. A expectativa de receita ‘de maneira realista’ (de ‘maneira realista’? Como assim? Quer dizer então que um empreendimento de longo prazo, com potencial de sugar algumas centenas de milhões do erário público foi patrocinado com base em devaneios eleitorais de um suposto bom gestor?)

4. O que custa de fato (Pasmem..Chega a ser amadora uma decisão para erguer uma obra milionária sem saber quanto custará para lhe por de pé e lhe manter ao longo dos anos. E sera que ninguem sabia o que significa a cláusula contratual do gatilho financeiro da PPP, aqueles limites minimos e máximo de faturamento que determinam a cobertura do prejuizo operacional do parceiro privado? e por fim;

5. Se é possível financiar tudo ou em parte a manutenção da arena”, detalhou o vice-governador. 

Com tantas questões importantes e ao mesmo tempo inacreditavelmente sem respostas, a sensação que se tem é a de que a decisão de construir um Estádio desse porte, com um custo operacional gigantesco definitivamente foi um passo maior que as pernas que o Estado de Pernambuco deu.

Agora, cabe ao PSB e Paulo Câmara justificar porque a população pernambucana tem que gastar quase R$ 100 milhões para manter uma Arena entregue às moscas, precisando de tanta coisa entre estradas, hospitais, escolas..

Do Jornal do Commercio

Estado faz “pente fino” em PPP da Arena Pernambuco

Governo estadual quer analisar contrato para reduzir despesas com o estádio

Decidido a não deixar a Arena Pernambuco se tornar uma pauta negativa em seu início de gestão, o governador Paulo Câmara (PSB) criou um grupo de trabalho para cuidar do contrato de Parceria Público Privada (PPP) firmado entre o governo e o Consórcio Odebrecht, responsável pela construção do estádio e da Cidade da Copa, que não saiu do papel. A equipe ficará sob responsabilidade do vice-governador Raul Henry (PMDB).

O objetivo do governo é encontrar uma forma para ter menos despesas com a arena. Pelo contrato firmado, o Estado tem que pagar ao consórcio uma indenização pela obra e cobrir a manutenção do estádio quando a receita anual do equipamento não for suficiente para isso. “Estamos fazendo um termo de referência para contratar uma consultoria especializada. Ela terá como objetivo estudar o contrato da arena para que o governo possa fazer uma revisão dele de forma que o custo do estádio diminua para o Estado”, afirmou Henry.

Este ano, o governo destinou R$ 93,8 milhões para os gastos com a arena. Em 2014, o repasse foi de R$ 87 milhões e agora o trabalho é para que os números não cresçam ano a ano em prejuízo do Estado. A instituição escolhida para fazer o estudo deverá ser a Fundação Getúlio Vergas (FGV). “Ela está fazendo outros estudos desse no Brasil, inclusive no Maracanã. A FGV tem uma notória especialização e uma jurisprudência que permite a contratação sem licitação. Queremos um estudo econômico sério, que estime custo fixo, custo variável, expectativa de receita de maneira realista, o que é que custa de fato, se é possível financiar tudo ou em parte a manutenção da arena”, detalhou o vice-governador.

Paulo e Raul escolhem as palavras com cuidado para não passar a impressão de que o ex-governador Eduardo Campos errou no passado ao firmar a PPP para a construção da Arena Pernambuco. A linha de raciocínio do governo é de que o modelo de PPP foi uma decisão correta no passado já que era a única capaz de viabilizar a construção de um estádio com o padrão Fifa para que o Estado recebesse jogos da Copa das Confederações (2013). e da Copa do Mundo (2014).

“O que estamos vendo são as condições do contrato, que tem cláusulas de atualização permanente. A gente tem um contrato de 30 anos e ele precisa ser revisto anualmente. Não tem nenhuma novidade quanto a isso”, falou o governador após participar de uma homenagem a Eduardo Campos ontem.

O Consórcio Odebrecht se manifestou apenas por meio de uma nota e afirmou que “mantém um diálogo transparente e positivo com o Governo de Pernambuco em relação ao contrato de Parceria Público e Privada para a operação da  Arena Pernambuco”.

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