Previdência dá ‘alô’ para Bolsonaro, que tenta escapar dela…

Vai ficando cada vez mais nítida a sensação de que a pauta econômica e fiscal é um incômodo para Bolsonaro, algo que algo que mais atrapalha aquilo o que ele realmente não ve a hora de debater – a sua agenda identitária conservadora – cujos projetos deverão se concentrar nos pontos abaixo:

  • 1. liberação de armas; 
  • 2. restrição ao aborto; 
  • 3. criminalização do MST; 
  • 4. restrição a casamentos entre pessoas de mesmo sexo;
  • 5. revisão da lei de diretrizes de bases da educação
  • 6. licença para matar dos policiais (excludente de ilicitude) e por ai vai…

Os desafios de reformar a previdência tem sido um tormento em todo o mundo, dada a dinâmica demográfica que atinge duplamente o equilibrio financeiro e atuarial dos fundos de pensões, seja pelo lado da receita (nascem cada vez menos pessoas, os futuros contribuintes), seja pelo lado da despesa (o aumento da idade média da população estica o tempo de gozo e pagamento das aposentadorias e pensões).

Reformar – e reformar duramente – a previdência rapidamente tem deixado de ser uma opção politica para se converter numa imposição fiscal aos governos.

Ao decidir deixar os militares de fora, se contentar com a fixação de uma idade mínima (61 anos) completamente defasada em relação ao que vem sendo aprovado no resto do mundo e não enfrentar de vez a transição para um regime de capitalização, o mito dá mostras de que não tinha – nem tem – respostas para um desafio que foge da simples retórica eleitoreira cidadão de bem x esquerda malvada, governo honesto x PT corrupto.

Uma vez demonstrada uma habilidade ímpar paga ganhar uma eleição de forma absolutamente surpreendente, é chegada a hora de Bolsonaro mostrar que quem é bom para ganhar tambem é bom para governar, o que, por enquanto, não tem convencido os agentes econômicos.

O mercado, sempre pragmático, já parou de comemorar a derrota do PT e começa a querer saber se vai mesmo ter motivos para gostar da vitória da extrema-direita. 

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