Previdência poderá custa 23% do PIB em 2050

No seminário “Para Onde vai a Previdência”, realizado pela revista Investidor Institucional na manhã da última quinta-feira, 21 de julho, o consultor de orçamento e fiscalização financeira da Câmara dos Deputados e ex-titular da Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPPS), Leonardo Rolim, disse que é urgente haver uma reformulação completa nos sistemas de previdência, incluindo o Regime Geral, a Previdência Complementar e os Regimes Próprios (RPPS).

Segundo ele, que assessora o grupo que está estudando a reforma da previdência, esses sistemas precisariam ter uma maior integração, coisa que hoje não existe. Além disso, segundo ele, todos esses regimes “estão com problemas”.

Rolim citou que o custo do sistema previdenciário hoje é de 13,31% do PIB, incluindo nessa conta a previdência geral urbana, a previdência rural, a previdência dos servidores públicos federais e a dos servidores estaduais e municipais. Se nada for feito, segundo ele, o custo chegará a 23% do PIB em 2050

Governo poderá adotar faixa intermediária entre Regime Geral e Previdência Complementar

Ainda no seminário “Para Onde vai a Previdência”, o consultor de orçamento e fiscalização financeira da Câmara dos Deputados e ex-titular da Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPPS), Leonardo Rolim, disse que a reforma da previdência poderá adotar um modelo que cria uma faixa previdenciária intermediária entre o atual Regime Geral e a Previdência Complementar.

Segundo ele, essa faixa de previdência intermediária, a exemplo do que existe em países como o Chile, seria obrigatória para todos os trabalhadores, funcionaria em regime capitalizado e contaria com contribuições de empregados e empregadores. Cada trabalhador faria o acompanhamento da sua poupança capitalizada e escolheria no mercado a empresa de gestão previdenciária que faria a aplicação das suas reservas.

No Chile, onde o modelo vigora, os trabalhadores escolhem os gestores com base na tradição da marca, na performance de seus fundos e na taxa de administração cobrada. Rolim assessora o grupo que, no governo, está estudando a reforma da previdência.

(Agência Investidor Online)

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