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Copel tem demanda fraca por debêntures

Do VALOR ECONOMICO

Em um sinal de que os investidores seguem com restrições a exposição a dívidas de empresas do setor elétrico, a estatal paranaense Copel, obteve demanda para pouco menos da metade de uma emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, conforme apurou o Valor com fonte de mercado. Mesmo com a baixa procura, captação dos recursos está garantida pelos bancos coordenadores, que ficarão com os papéis que não foram vendidos aos investidores no mercado.

Procurada, a Copel informou que se encontra em período de silêncio em razão da divulgação dos resultados do trimestre, prevista para ontem à noite. A emissão, realizada pela subsidiária de geração e transmissão da Copel, possui prazo de cinco anos. As debêntures pagarão aos investidores juros equivalentes a 113% da taxa interbancária (CDI), equivalente à Selic. A oferta foi coordenada por Banco do Brasil, BTG Pactual e Caixa Econômica Federal. Apenas BB e Caixa deverão exercer a garantia firme, já que o BTG teria conseguido vender sua parte na operação, segundo uma fonte.

A emissão da Copel não foi a primeira do setor elétrico a fracassar neste ano. Em março, a Cemig, tentou captar R$ 1,7 bilhão, mas só obteve R$ 700 milhões no mercado. A EDP Energias do Brasil captou R$ 750 milhões, mas a demanda pelos papéis teria sido de apenas 80% da oferta. Em ambos os casos, as captações foram garantidas pelos bancos coordenadores. O

setor de energia é tradicionalmente um dos que mais se valem de captações de recursos no mercado doméstico. No ano passado, foram R$ 16,4 bilhões em emissões de títulos de dívida de empresas do setor, o equivalente a 23,3% do total. Nos quatro primeiros meses de 2015, a participação das elétricas caiu para 8,2%, de acordo com dados da Anbima, associação das instituições que atuam no mercado de capitais. Em um cenário ainda marcado pela incerteza, apesar da melhora recente, os investidores de títulos privados têm se concentrado em emissões de empresas de baixo risco e prazos curtos.

A principal operação do ano foi a oferta de R$ 4,6 bilhões de debêntures da credenciadora de cartões Cielo. A demanda pelos papéis, com prazo de três anos, foi de R$ 12 bilhões. O próximo grande teste do mercado local será a emissão de debêntures da Petrobras. A estatal deve captar até R$ 4 bilhões, segundo fontes de mercado. Quem também deve sondar a demanda dos investidores é o BNDES, que pretende vender R$ 1 bilhão em debêntures de infraestrutura da carteira do banco para um fundo de recebíveis

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