STF dá presente de natal a Daniel Dantas e anula Operação Satiagraha.

Turma do STF diz que apreensões que originaram a Satiagraha foram ilegais - 16/12/2014 - Poder - Folha de S.Paulo

Em um país que assiste com ares de justiça o caminhar republicano da Operação Lava-Jato, o Supremo Tribunal Federal flerta com o conservadorismo aristocrático e dá aos brasileiros um péssimo exemplo de inversão de valores com o enterro de outra investigação, a Satiagraha.

Se já não bastasse ter conseguido dois habeas-corpus em 48hs, ambos concedidos monocraticamente pelo então presidente daquela Corte, Gilmar Mendes, em franca colisão com a jurisprudência pacífica do colegiado, o banqueiro investigado Daniel Dantas pôde assistir ainda este ano a perda do cargo de Delegado Federal e condenação judicial do seu investigador Protógenes Queiroz.

Agora, como que um grand-finale da investigação que tentou passar a limpo o Brasil corrupto anos antes da Lava-Jato, a segunda turma do STF tira da manga uma alegação ridicula para o enterro do processo criminal: A apreensão de provas não poderia ter ido além do andar da sede do Grupo Opportunity e a coleta de provas num andar diferente, ainda que numa empresa do Grupo, o Banco Opportunity, serve de motivos para impedir o seguimento da ação penal.

Turma do STF diz que apreensões que originaram a Satiagraha foram ilegais – 16/12/2014 – Poder – Folha de S.Paulo.

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